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Vida & Estilo

Maturidade emocional: quando paramos de reagir e começamos a escolher

mulher com uma xicara na mão olhando pela janela e pensativa
  • Mauá Restaurante.

Ao longo da vida, aprendemos muitas coisas: a nos adaptar, a agradar, a sobreviver emocionalmente. Aprendemos a reagir rápido, a nos defender, a repetir fórmulas que um dia funcionaram. O que raramente aprendemos é a escolher conscientemente quem desejamos ser, especialmente quando emoções intensas entram em cena.

Grande parte dos conflitos internos e relacionais da vida adulta não nasce da falta de conhecimento, mas da ausência de maturidade emocional. Não se trata de frieza ou controle excessivo das emoções, mas da capacidade de reconhecê-las sem ser dominado por elas.

O olhar da Psicanálise e do Perfil Comportamental

Do ponto de vista da psicanálise clínica, maturidade emocional está diretamente ligada ao fortalecimento do ego — a instância psíquica capaz de mediar desejos, impulsos, medos e realidade. Quando essa estrutura ainda é frágil, reagimos a partir de feridas antigas, padrões familiares e experiências não elaboradas. Quando ela amadurece, passamos a responder ao presente com mais consciência.

Na análise de perfil comportamental, observamos algo semelhante: cada pessoa possui tendências naturais de comportamento, mas isso não significa destino. O problema surge quando alguém confunde perfil com identidade. “Eu sou assim” costuma ser uma frase que esconde medo de mudança ou falta de repertório emocional. Perfil explica preferências; maturidade permite escolhas.

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🎥 VOCÊ REAGE OU ESCOLHE? No vídeo abaixo, a colunista Liliane Santos aprofunda esse tema e revela o “segredo” da pausa entre o que você sente e como você age. Dê o play e confira:

O papel do Coaching e da Neurociência no amadurecimento

O coaching, por sua vez, atua exatamente nesse ponto de transição: sair do piloto automático e assumir protagonismo. Não é sobre eliminar emoções difíceis, mas aprender a não decidir a partir delas. A pessoa emocionalmente madura sente medo, raiva, frustração — mas não se move apenas por esses afetos.

A neurociência reforça que o cérebro amadurece com experiências de autorregulação. Cada vez que alguém pausa antes de reagir, escolhe uma resposta mais alinhada aos seus valores e sustenta esse comportamento, novas conexões neurais são criadas. Maturidade emocional, portanto, não é um traço fixo; é um processo construído.

Sinais de imaturidade vs. Maturidade emocional

Um dos maiores sinais de imaturidade emocional é a reação automática: dizer o que machuca, afastar-se quando se sente frustrado, desistir diante da insegurança ou responsabilizar o outro pelas próprias emoções. Já a maturidade se revela na pausa, na reflexão e na responsabilidade afetiva.

Vale lembrar: amadurecer emocionalmente não significa deixar de sentir, mas sentir com consciência. É conseguir dizer “isso me afetou” em vez de “você me feriu”. É reconhecer limites sem agressividade. É entender que nem tudo que sentimos precisa ser imediatamente expresso ou agido.

Para quem deseja desenvolver essa maturidade no dia a dia, algumas práticas são fundamentais:

Dicas práticas para desenvolver maturidade emocional no dia a dia

– Observe suas reações antes de justificá-las

Pergunte-se: “Estou reagindo ao agora ou a algo antigo que foi ativado?”

– Separe emoção de decisão.

Sentir é inevitável; decidir é escolha.

– Questione frases internas rígidas.

“Eu sou assim”, “Não consigo mudar”, “Sempre foi desse jeito”. Costumam ser defesas, não verdades.

– Assuma a responsabilidade emocional.

O outro pode provocar, mas a resposta é sempre nossa.

– Busque processos de autoconhecimento

Psicanálise, coaching e mentorias oferecem espaço seguro para amadurecer com consciência e suporte.

A maturidade emocional não nos torna perfeitos, mas nos torna mais livres. Livres para não repetir o passado, para não abandonar sonhos e, principalmente, para viver o presente com mais presença e coerência interna.

No fim, crescer emocionalmente é isso: deixar de ser refém das próprias reações e tornar-se autor da própria história.

Gostou desta reflexão? A jornada de autoconhecimento e transformação continua! Acompanhe a coluna de Vida & Estilo aqui no Roteiro SJC e acesse outros artigos exclusivos da Liliane Santos sobre carreira, comportamento e inteligência emocional. [Clique aqui para conferir todas as matérias da colunista] e descubra novos caminhos para a sua evolução pessoal.

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Liliane Cristina Santos

Casada e mãe de três filhos. Assistente social há 21 anos, com 10 dedicados a famílias em vulnerabilidade. Hoje sou mentora de famílias, Master Coach e Analista de Perfil Comportamental pela Febracis, cursando Psicanálise Clínica.

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