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Vida & Estilo

Ansiedade: quando a mente corre e a alma pede abrigo

Liliane Cristina Santos

Publicado

em

Equilibrando o Interno: Assista à reflexão de Liliane Santos

Às vezes, as palavras escritas precisam do tom da voz e do olhar para tocarem mais fundo. Para complementar nossa jornada sobre o impacto da ansiedade em nossa essência, convidamos você a pausar a leitura por alguns minutos e mergulhar neste vídeo.

Nele, Liliane Santos aprofunda os conceitos de mente e alma, trazendo uma perspectiva acolhedora sobre como o autoconhecimento pode ser o farol que precisamos em dias nublados.

Dê o play abaixo e conecte-se com você mesmo:

“A ansiedade muitas vezes é um sinal de que algo dentro de você precisa ser olhado.” — Liliane Santos

Vivemos em um tempo em que tudo é urgente

Vivemos em um tempo em que tudo é urgente. As respostas precisam ser rápidas, os resultados imediatos e a vida constantemente produtiva. Neste cenário, a ansiedade deixou de ser apenas uma emoção pontual e passou a ocupar um espaço recorrente na vida de muitas pessoas — silenciosa, mas profundamente impactante.

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Como Master Coaching, Psicanalista Clínica em formação e Analista de Perfil Comportamental, observo diariamente o quanto a ansiedade não nasce do nada. Ela é, muitas vezes, um sinal. Um alerta interno de que algo não está sendo olhado, acolhido ou elaborado.

A ansiedade, em sua essência, está ligada ao futuro. É a tentativa da mente de prever, controlar e evitar dores que ainda nem aconteceram. Mas o excesso desse movimento nos desconecta do presente — e é justamente no presente que a vida acontece.

Pessoas ansiosas costumam viver em um estado constante de antecipação: “E se der errado?”, “E se eu não for suficiente?”, “E se algo ruim acontecer?”. Esses pensamentos, quando repetitivos, criam um ciclo interno de insegurança, medo e exaustão emocional.

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As raízes da ansiedade — o que a psicanálise nos revela

Sob a ótica da psicanálise, a ansiedade também pode estar profundamente enraizada em experiências passadas — muitas vezes vividas ainda na infância. Ambientes familiares marcados por instabilidade, cobranças excessivas, ausência emocional ou insegurança podem contribuir para a formação de adultos que vivem em estado de alerta constante.

É importante compreender que a ansiedade não afeta apenas o indivíduo — ela reverbera no sistema familiar. Um adulto ansioso pode, sem perceber, transmitir esse padrão para seus filhos através de comportamentos, falas e reações. Crianças aprendem muito mais pelo que vivenciam do que pelo que escutam.

Pais ansiosos tendem a ser mais controladores, preocupados em excesso ou até emocionalmente indisponíveis, por estarem consumidos por seus próprios pensamentos. Isso pode gerar, dentro do ambiente familiar, um clima de tensão, insegurança ou até distanciamento emocional.

E aqui entra um ponto fundamental: a consciência.

Quando um indivíduo começa a reconhecer seus padrões, ele interrompe ciclos. Ele deixa de viver no automático e passa a escolher — e essa escolha transforma não apenas a sua vida, mas também o ambiente ao seu redor.

Cada perfil sente a ansiedade à sua maneira

Do ponto de vista comportamental, cada pessoa possui uma forma diferente de reagir à ansiedade. Perfis mais controladores podem intensificar a necessidade de previsibilidade. Perfis mais emocionais podem sentir a ansiedade de forma mais intensa no corpo. Já perfis mais racionais podem tentar ignorá-la — o que muitas vezes apenas adia o enfrentamento.

Independentemente do perfil, a ansiedade precisa ser acolhida, não combatida. Negá-la ou tentar silenciá-la à força apenas fortalece o ciclo interno.

Cuidar da ansiedade é um convite ao autoconhecimento

Cuidar da ansiedade é, antes de tudo, um convite ao autoconhecimento. É aprender a identificar gatilhos, compreender emoções e desenvolver recursos internos para lidar com as incertezas da vida.

Práticas simples, como desacelerar a rotina, estabelecer limites, cultivar momentos de presença e buscar apoio profissional, fazem uma diferença significativa nesse processo. Mas acima de tudo, é preciso desenvolver uma nova relação consigo mesmo — mais gentil, mais consciente, mais humana.

A ansiedade não precisa ser uma prisão. Ela pode ser um caminho.

Um caminho de retorno para si. Um chamado para reorganizar a vida, rever prioridades e construir relações mais saudáveis — inclusive dentro da própria família.

Porque quando um indivíduo se transforma, ele não muda sozinho. Ele transforma tudo ao seu redor.

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Liliane Cristina Santos
Liliane Cristina Santos

Casada e mãe de três filhos. Assistente social há 21 anos, com 10 dedicados a famílias em vulnerabilidade. Hoje sou mentora de famílias, Master Coach e Analista de Perfil Comportamental pela Febracis, cursando Psicanálise Clínica.