Saúde
Protese em 3D devolve autonomia e esperança a costureira de SJC
A protese 3d sjc unifesp já tem sua primeira história para contar, e ela começa com Beatriz de Jesus da Cunha Silva, de 64 anos. Ao colocar a nova prótese pela primeira vez, moradora de São José dos Campos e habituada ao equipamento há quase duas décadas — desde que amputou o braço esquerdo em decorrência de um câncer —, ela viveu um momento único: pela primeira vez, teve um modelo totalmente personalizado de acordo com suas próprias características e necessidades.

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ENTRAR NO CANAL DO ROTEIRO SJCA entrega marca um avanço na reabilitação oferecida pela Prefeitura de São José dos Campos e integra o projeto PET-Saúde: Informação e Saúde Digital, do Ministério da Saúde, que une profissionais da rede municipal, pesquisadores e estudantes para desenvolver soluções inovadoras voltadas à melhoria da assistência.
Protese 3d sjc unifesp: como funciona a parceria
Desenvolvida em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), no campus do município, a protese 3d sjc unifesp utiliza impressão tridimensional para produzir próteses de membro superior e ampliar o acesso da população às tecnologias assistivas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) — sem custo para o paciente. Diferente dos modelos genéricos, cada equipamento é desenvolvido sob medida, a partir do escaneamento digital do próprio paciente.

Superação
Casada e mãe de quatro filhos, Beatriz, ou Bia, como prefere ser chamada, é um testemunho de resiliência. Em 2007, foi diagnosticada com um sarcoma no braço esquerdo — o tumor se manifestou de forma silenciosa, acompanhado de dores intensas e contínuas. “Na época, a médica disse que eu tinha três meses de vida. Você fica sem chão quando recebe uma notícia dessas”, conta Beatriz.
Devido à necessidade de conter o avanço da doença, Bia passou por uma amputação do antebraço, quimioterapia e uma cirurgia no pulmão. A perda do membro representou um impacto profundo, pessoal e profissional: “Eu era costureira, dona de uma lojinha. Vendi tudo, o maquinário, tecidos… não tinha forças para continuar”. Meses depois, Beatriz recebeu sua primeira prótese pela Prefeitura e começou a reconstruir sua jornada. Só durante a pandemia de covid, em um momento de fragilidade emocional, encontrou no voluntariado religioso uma oportunidade — costurando máscaras de proteção para doação — e retomou o contato com a costura que tanto amava.

Uma protese 3d sjc unifesp feita sob medida
Devido à rigidez e falta de mobilidade da prótese antiga, Beatriz não conseguia utilizá-la por longos períodos, nem para costurar. No ano passado, ela deu entrada em um novo pedido junto à Prefeitura, sem imaginar que faria parte de algo maior: pela primeira vez, participou de todo o processo de confecção do novo equipamento. O processo da protese 3d sjc unifesp começou com o escaneamento do braço direito de Beatriz. A partir das imagens, um software reproduziu digitalmente o membro esquerdo, possibilitando a impressão em 3D de uma prótese exclusiva. Ao longo da elaboração, Bia acompanhou cada etapa: escolheu a posição dos dedos, opinou sobre a curvatura da mão, fez testes de adaptação e resistência e definiu a cor do material.

“Foram várias provas, fui experimentando até deixar do jeito que eu imaginava. E na verdade, ficou ainda melhor. É um sonho realizado”, afirma. O resultado é um modelo com encaixe preciso, que levou em conta suas preferências, tornando o uso mais confortável e prático. “Igual costura, né? A gente vai ajustando, faz uma barra, arruma a cintura… e no fim, acerta”, resumiu.
Sob medida: o resultado no dia a dia
Passados alguns meses de uso, a protese 3d sjc unifesp já mostra resultados concretos na rotina de Beatriz. Desde o final de maio, ela está com a versão definitiva em casa. Hoje, Bia costura com a prótese nova, que permite movimentar a mão para apoiar na máquina — inclusive, já fez uma luva para ela mesma. “Com a outra prótese, eu não costurava tão bem, me atrapalhava. Essa, além de ser levinha, dá pra eu virar a mão e segurar o tecido, ir empurrando. Ficou excelente, estou adorando”, disse.

O novo equipamento restabeleceu outras funções simples e essenciais do dia a dia, no trabalho, em casa e na vida social. “Está comigo aonde eu vou. No mercado, amarro as compras nela. Posso ir na hidroginástica com ela também, pois é à prova d’água. É maravilhoso ter minha independência.”
Beatriz faz questão de elogiar o acolhimento e a competência de toda a equipe da Prefeitura de São José dos Campos, em especial da Unidade de Reabilitação Leste, e da Unifesp. “Sou muito grata a cada um deles pelo ótimo atendimento e cuidado comigo. Desejo que continuem nesse caminho e essas próteses beneficiem quem precisa, assim como eu.”

A protese 3d sjc unifesp reforça o momento positivo da saúde pública em São José dos Campos: recentemente, o Hospital Municipal de São José dos Campos também foi reconhecido entre os 100 melhores do Brasil, consolidando a cidade como referência regional em assistência à saúde. Projetos como o PET-Saúde, ligado ao Ministério da Saúde, mostram que a inovação tecnológica pode caminhar lado a lado com o SUS, ampliando o acesso a tratamentos que antes só estavam disponíveis na rede privada.
