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A música da zona rural de São José dos Campos e sua ligação com a terra e o folclore latino-americano

Grupo DUA faz shows gratuitos em São José dos Campos para celebrar as raízes da música regional e homenagear mestres e mestras  da cultura local

Você sabe o que a música produzida em bairros da zona rural de São José dos Campos (SP) tem a ver com as tradições musicais venezuelanas, argentinas, colombianas e peruanas? São essas curiosas similaridades que o público poderá conferir no espetáculo gratuito “Todas as vozes: um rito musical para a terra”, do grupo Dua, que fará uma mini turnê por São José dos Campos, com a participação dos mestres e mestras da cultura popular Ana Maria Carvalho, Deo Lopes, Jongo Mistura da Raça e outros artistas que serão apresentados ao longo da temporada.

O primeiro show será durante o evento Macambada Reunida, no dia 20 de abril, às 18h, com participação de Ana Maria Carvalho. Outra data confirmada é 4 de maio, quando o Dua recebe Deo Lopes a partir das 15h30, em apresentação no Parque Lambari, no Campos de São José.

Realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura, da Prefeitura de São José dos Campos, e apoio da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) –, “Todas as vozes: um rito musical para a terra” tece diálogos entre o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira e outras culturas musicais latino-americanas, como a das tonadas venezuelanas, zambas e chacareiras argentinas, cumbias colombianas e o folclore negro do Peru.

Nascido no distrito joseense de São Francisco Xavier, Dua é o encontro entre Maria Luana (Uruguai) e Bruna Prado (Brasil), musicistas dedicadas à pesquisa do folclore latino-americano que moram no distrito joseense e se encantaram com o legado da música local. Sim, a cidade conhecida pela inovação e tecnologia, a capital nacional do avião, tem uma rica história musical preservada especialmente em bairros periféricos e seus distritos, nos quais a comunidade a mantém viva!

Juntas, Bruna e Luana exploram as vocalidades presentes em diversos gêneros de canção de origem rural, suas estruturas rítmicas e o canto a duas vozes, acompanhadas de violão e percussão, e priorizando letras que têm como temática a terra, seus ciclos e os ritos que envolvem a relação entre a coletividade humana e os ciclos da natureza.

Além desse elo da “terra” entre as musicalidades, as artistas logo perceberam outras semelhanças. “As aberturas de vozes, os temas tratados nas letras, a presença dos tambores graves e do violão são alguns desses elementos”, enumera Bruna, revelando que o espetáculo irá contar com cenário e figurino criados pela artista plástica Juliana Strzygowski, inspirados em elementos do artesanato local, como cestos de taboa e redes de pesca, e no imaginário que permeia as canções.

Repertório dos shows

Para a construção do repertório, a dupla trabalhou em cima de pesquisa musical preliminar feita pela produtora Patricia Ioco, que atua no Vale do Paraíba há 25 anos. Depois, partiram a campo em trabalho de escuta e consulta a mestres locais de cultura popular – cancioneiros, violeiros, mestres de jongo e artesãos –, além de casas de cultura e documentos no Museu do Folclore de São José dos Campos.

Os shows trarão músicas de Miriam Cris, Rialcim, Deo Lopes, Nilton Blau, Ana Maria Carvalho, Trem da Viração, Ari da Rabeca, Quinzinho da Viola e Adriana Mudat, além de canções em espanhol de Atahualpa Yupanqui, Jorge Fandermole e Armando Tejada Gomez.

É desafio do espetáculo aproximar o canto às origens, apresentar as canções de forma oral e, a partir da condução das artistas, trazer o público para dentro das obras, experimentando  sonoridades e transformando o espetáculo em um rito, onde todos cantam, dançam e celebram juntos, à maneira dos festejos populares.

O encanto do Vale do Paraíba

Nascida no Uruguai, Maria Luana passou por cidades de diferentes países até chegar ao bairro dos Souzas, em Monteiro Lobato, antes da pandemia. Voltou para a região no ano passado, se instalando em São Francisco Xavier. “Me apaixonei pelo lugar, meu coração está aqui e vejo como um bom local para criar raízes”, se declara.

Luana lembra que quando veio pela primeira vez à região, se deparou com um cenário musical que trazia diferenças e também afinidades com a bagagem artística com que teve contato, como as menções ao campo, tão comum nas letras, e o formato voz e violão, fortes também no Uruguai. Mas ela ressalta que foi somente ao longo do projeto que passou a conhecer de verdade essa cultura local. “A gente procurou criar uma relação com a comunidade. O foco é conhecer e conviver com as pessoas, falar da vida, tomar um café com elas. É uma relação humana de afeto, e a música é uma consequência dessa conexão e respeito à cultura inerente a cada um”.

Durante essa aproximação, elas notaram novas influências que dão uma cara ainda mais criativa ao cenário musical de São José dos Campos, cidade conhecida por abrigar pessoas de diferentes localidades ao longo das últimas décadas. “A cultura de todos os lugares é formada pela mistura da cultura das pessoas, e percebemos isso em São José, que tem muita diversidade. O Jongo Mistura da Raça, por exemplo, veio do Rio; a Miriam Violeira, de Minas; a Ana Maria Carvalho, do Maranhão”, opina Bruna, que vive há três anos e meio em São Francisco Xavier.

“Os cantos e ritmos ancestrais nos conectam direto com a fonte, carregam tanta sabedoria, e me trazem essa sensação de estar reconectando com a origem da existência, com o divino, com Deus, enfim, o nome que quisermos dar. Quando tivemos essa ideia de nos conectar com este território que nos acolhe, e com a sua música, as suas canções, senti essa mesma emoção, essa emoção de reconectar com a origem e energia que estas montanhas carregam, é isso é muito especial ”, diz Luana.

As pesquisadoras também identificaram traços marcantes dessa música rural joseense, como a viola caipira, influências da Folia de Reis, figureiras e da cultura afro-brasileira, entre outros.

“Adoro misturas musicais, roça e cidade. Eu e a Bruna somos um pouco isso, mulheres urbanas que valorizam, honram e se conectam com povos originários. Em algumas músicas, fizemos arranjos mais parecidos com o original, mas em outras temos experimentos, uso de instrumentos africanos como a kalimba, o bombo legüero (tambor argentino). É um diálogo entre o nosso universo sonoro e o dos compositores”.

As apresentações em São José serão gratuitas, com indicação livre e terão tradução em Libras. Serão registradas em fotos e vídeos que servirão de material para um minidocumentário sobre a pesquisa e a turnê, que ficará disponível para acesso livre e gratuito em canal do Youtube e páginas do projeto.

SERVIÇO

Apresentações do projeto “Todas as vozes: um rito musical para a terra”

– Dia 20 de abril, às 18h, com participação de Ana Maria Carvalho, na programação do evento Macambada Reunida (Travessa Sebastião Lino da Costa, 955, Bairro dos Freitas – Morro do Carrapato)

– Dia 4 de maio, às 15h30, com participação de Deo Lopes (Parque Lambari – Campos de São José)

Confira datas futuras na página do projeto no Instagram: @todasasvozes_dua

Sobre o Dua

O Dua nasceu em 2022, no encontro de Bruna Prado e Maria Luana.

Bruna Prado é cantora, compositora, pesquisadora e condutora de processos criativos e educacionais envolvendo voz, corpo e canção. Doutora em Música, Mestra em Antropologia Social e Bacharel em Música Popular pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Formada, ainda, pelo Método Bertazzo de educação do corpo e do movimento. Tem dois álbuns-solo, além de participação em discos de outros artistas. Trabalhou durante dez anos no “Canto do Brasil: atividade e ensino musical” (São Paulo), espaço coordenado pela cantora e profa. Dra. Regina Machado. Foi professora do curso de música da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu (PR). Vive atualmente no distrito de São Francisco Xavier (SP), onde dá aulas de canto no Projeto Colibri, do Núcleo Educatho; conduz de maneira autônoma o projeto Oficina de (en)cantos  e atua artisticamente com o grupo Dua, além de integrar o GT Mulheres da Cultura de São José dos Campos. Produziu, em 2021, ao lado de Helô Ferreira, o “Festival Cancioneiras”, financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de São José dos Campos. Em 2022, circulou com o espetáculo “Quatro Estados para a Solidão”, contemplado pelo edital “Música ao Pôr-do-Sol”, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Maria Luana é cantora, compositora e terapeuta sonora. Nasceu em Montevidéu e cresceu entre Costa Rica e Brasil. Desde 2014, se dedica a pesquisar diferentes linguagens de improvisação, música vocal e cantos ancestrais da América Latina e do mundo, assim como diferentes caminhos para o uso da voz e o corpo como instrumento musical e de expressão criativa e artística. Já se apresentou em vários países e festivais internacionais na Costa Rica, Argentina, Brasil e Uruguai, e tem dois discos lançados. Participou de projetos artísticos como o Coro Juvenil do Estado de São Paulo e o grupo vocal Nômade, liderado pela moçambicana Lenna Bahule. Faz parte da banda do compositor Luiz Tatit e da Orquestra do Corpo (projeto dirigido por Fernando Barba de Barbatuques), entre outros. Desenvolveu os seus estudos de canto com Wagner Barbosa, Anais Maviel, Lívia Nestrovski, Renata Rosa, Lucia Spivak, entre outros, e de improvisação vocal e música corporal com pioneiros da técnica como Fernando Barba, Stenio Mendes, Keith Terry, Joey Blake, Roger Treece e Rhiannon. Vem transitando uma jornada para relembrar e expressar em liberdade a sua voz e expressão criativa e atualmente facilita vivências, retiros e workshops de voz e criação com a intenção de relembrar e potencializar a voz autêntica e despertar a música e criatividade que habita em todo ser.

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Cia Clownbaret completa 15 anos com apresentações especiais

Dirigida por Gabi Winter, a companhia programou uma comemoração em grande estilo, circulando com seus espetáculos de repertório por cinco cidades do estado de São Paulo.

Neste ano a Cia Clownbaret, trupe paulistana de palhaçaria, completa seus 15 anos de trajetória e, para comemorar, programou a circulação de seus espetáculos de repertório em cinco cidades: Poá, Mogi das Cruzes, São Paulo, São Sebastião e Monteiro Lobato.

As apresentações acontecerão em escolas públicas, teatros, bairros periféricos, organizações que atendam prioritariamente o público PCD ou idoso, praças, além da sede de parceiros da companhia, como Circo Navegador (São Sebastião), Circo Pandavas (Monteiro Lobato) e Contadores de Mentira (Suzano). Já em São Paulo, os espetáculos serão dedicados ao público PCD visual e auditiva com tradução em libras e audiodescrição. A companhia faz parceria com a “Ver com Palavras”, empresa especializada em audiodescrição, tradução em libras e acessibilidade.

A itinerância começa agorinha, no mês de maio, e Monteiro Lobato receberá dois espetáculos do repertório da companhia. No dia 11, às 17h, o Circo Instituto Pandavas recebe o espetáculo El Grand Clownbaret”, um espetáculo que homenageia o universo circense com números divertidos e inusitados, acompanhados de uma banda composta por cinco musicistas. A cia traz para a cena uma releitura de números de seu repertório e traz algumas novidades.

No dia 12 o público poderá se divertir com “Desventuras Esportivas da Perdedoslavia”. A apresentação acontece no Bairro São Benedito às 15h. Neste divertido espetáculo, a delegação da Perdedoslávia D’Oeste decide fazer história de uma maneira inusitada e jogar contra ela própria, durante sua participação nos jogos da Dona Olímpia. Os atletas Perdedoslavos vão competir nas mais variadas modalidades como nado sincronizado, ginástica rítmica, boxe, tênis e corrida. A risada é garantida!!!

Vale ressaltar que a entrada é gratuita em ambas as apresentações.

Confira abaixo o Serviço:

“El Grand Clownbaret” – https://youtu.be/KppOuT4_aTU

Duração: 60 minutos / Classificação: 12 anos
Quando: 11/05/2024 às 17h

Onde: Circo Instituto Pandavas – Estrada Sebastião Mota dos Santos, 2551 – Bairro dos Souzas

“Desventuras Esportivas da Perdedoslavia” – https://youtu.be/VCUnwZGk_Yw

Duração: 60 minutos / Classificação: Livre
Quando: 12/05/2024 às 15h

Onde: Bairro São Benedito – Rodovia SP 050, Km 138,5

Sobre a Companhia Clownbaret

A Cia Clownbaret é uma Trupe paulistana criada em 2009, que desenvolve a sua pesquisa na linguagem da palhaçaria. Nasceu sendo um cabaré mensal e estruturou-se com um elenco fixo menos de um ano depois.

Hoje a companhia conta com 07 espetáculos em seu repertório, entre eles: “Máquina de Brasilidades”, “Catadora de Ilusões”, “Aula Show – A Transformação na Palhaça” e “Beiradinha do Mundo”. No decorrer destes anos a Cia Clownbaret percorreu vários festivais (Festival Mundial de Circo, Festival Internacional de Circo, Festival Paulista de Circo, Festivais de Mulheres Palhaças, Festival de Cenas Cômicas, Palhaçada Geral, Viradas Culturais, Satyrianas) e circuitos culturais Brasil afora.

Realização

Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Paulo Gustavo

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Happy Hour de Dia das Mães reune mais de 100 mulheres no Urbanova

Aconteceu na noite desta terça-feira (7) um Happy Hour de Dia das Mães no restaurante A Baronesa de São José, no Urbanova. A iniciativa foi do Dondoca Studio de Beleza e SPA, Agradável Cozinha e Revista Urbanova com o objetivo de promover momentos de descontração e integração.

A noite foi marcada por momentos de descontração e alegria. A animação ficou por conta da cantora Leka Oliveira. O restaurante preparou um buffet completo de frios e petiscos para receber as convidadas. A festa contou, ainda com diversos sorteios e presença de expositoras.

Parte do valor arrecadado com a venda dos convites será revertida ao GAIA (Grupo de Apoio ao Indivíduo com Autismo).

Apoio: Novellis Imóveis, Renascer Acessórios, Meu Brilho Cosméticos Multimarcas, Sensualyta, Supermercado Máximo, Closet, Nakasadaca, El Giro Padaria e Empório Português, Fantástico Alimentos, Academia Celeiro, Fruit City, Salve Rainha, Eletrofabrica.

Fotos: Gilberto Freitas

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Clube Morena Rosa revela detalhes da nova Coleção Inverno 2024

No dia 23 de abril, a loja Clube Morena Rosa do Colinas Shopping em São José dos Campos sediou um evento exclusivo de lançamento da Coleção Inverno 2024. Influenciadores, imprensa, fashionistas e clientes da loja se reuniram para conferir em primeira mão os detalhes da nova coleção. 

Desde tecidos fluidos até peças estruturadas, a coleção promete algo para todos os gostos. Do crepe à pelagem, do couro ao algodão, do preto básico ao vibrante vermelho. E as estampas? Erika Muller, gerente da loja do Colinas Shopping, compartilha os detalhes. “Animal print, xadrez e floral vão dominar as passarelas do dia a dia”, conta.  

De acordo com Erica, nessa temporada, a marca traz elementos de culturas diversas para suas criações. “Queremos que as mulheres se sintam empoderadas e livres para explorar novos horizontes, sem perder sua identidade brasileira única”, comenta. “É sobre dar às mulheres o poder de serem protagonistas de suas próprias histórias, escolhendo sua melhor versão a cada dia”, acrescenta. 

Para os fashionistas ansiosos, a coleção já está disponível nas lojas do Clube Morena Rosa. Em breve também chegará a Coleção de Alto Inverno. 

Fundada em 1993, a marca tornou-se um ícone da moda brasileira, refletindo o estilo de vida das mulheres modernas e sofisticadas com a união das cinco marcas do grupo, incluindo Morena Rosa, Maria. Valentina, Iódice, Zinco e Lebôh.

Fotos Fredy Nogueira / Assessoria Zilma Valadão

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