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Doces da Rebeka investe R$ 11 milhões e instala nova fábrica em São José dos Campos


De uma banca no Mercado Municipal à maior fábrica de pudins do mundo
A história da Doces da Rebeka é daquelas que começam pequenas e crescem com muito trabalho, teimosa persistência e uma pitada generosa de coragem. Rebeca Soares iniciou sua trajetória em 2003 em uma banca no Mercado Municipal de São José dos Campos — ao lado do pai — e hoje comanda o que a própria empresa aponta como a maior fábrica de pudins do mundo em volume de produção.
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ENTRAR NO CANAL DO ROTEIRO SJCAgora, a empresária volta às origens. A Doces da Rebeka escolheu SJC para instalar sua nova sede, com um investimento total de R$ 11 milhões em obras, equipamentos e máquinas. A operação está prevista para começar a partir de outubro de 2025.
A trajetória: do boxe do mercado à fábrica internacional
Os primeiros anos no Mercado Municipal de SJC
Antes de se tornar uma das maiores produtoras de pudim do país, Rebeca passou 17 anos à frente de uma pastelaria e doceria no Mercado Municipal, negócio construído ao lado do pai.
“Na verdade, eu comecei no Mercado Municipal, em 2003. Eu tinha uma banca pequenininha, depois meu pai comprou uma banca maior. Fiquei lá até 2020.” — Rebeca Soares
A fábrica de pudins começou a ganhar forma no fim de 2019, impulsionada por pedidos de comerciantes interessados em revender os produtos. Mas o início da nova operação coincidiu com dois golpes simultâneos: em fevereiro de 2020, Rebeca sofreu um grave acidente com queimaduras em 40% do corpo, ficando hospitalizada por 40 dias. Ao retornar, encontrou a pandemia de Covid-19 instalada e o faturamento em queda livre.


A virada que veio da resistência
Com 21 colaboradores na época, muitos esperavam demissões. Rebeca foi clara:
“Se faltar, falta para a gente, não vai faltar para eles.” — Rebeca Soares
Os problemas não pararam por aí. Incêndio na rede elétrica, câmara fria danificada, recursos esgotados. Mesmo assim, com o apoio de familiares, fornecedores e parceiros, a empresa foi retomando o fôlego.
“Eu acho que tudo é corrente do bem.” — Rebeca Soares
O pequeno galpão inicial de 300 metros quadrados foi crescendo. A produção aumentou, a marca chegou a 8 estados brasileiros e a empresa chegou onde está hoje: 68 colaboradores e milhões de unidades produzidas por mês.


Nova fábrica em SJC: números que impressionam
Estrutura quatro vezes maior
A futura unidade vai ocupar um terreno de 20 mil m², com galpão de 10 mil m² e equipamentos industriais com capacidade para produzir até 28 mil unidades por hora — quase quatro vezes mais que a estrutura atual, que produz 3,2 milhões de unidades por mês.
A projeção é chegar a 7 milhões de unidades mensais com a nova planta.
Mais empregos e novos sabores
A expansão também vai triplicar a equipe: a meta é sair dos atuais 68 colaboradores para cerca de 200 funcionários. Além disso, a nova fábrica permitirá o lançamento de 6 novos produtos e sabores — algo que claramente faz os olhos de Rebeca brilharem quando o assunto vem à tona.


De SJC para o mundo: exportação no horizonte
A nova unidade foi planejada também para atender exigências do mercado internacional. A Doces da Rebeka já mantém contatos com importadores nos Estados Unidos, Austrália e Arábia Saudita, e a nova estrutura abre caminho para que esse sonho vire realidade.
“Temos um sonho e vamos fazer de tudo para que isso realmente possa se concretizar.” — Rebeca Soares
São José dos Campos, reconhecida por reunir tecnologia, empreendedorismo e ambiente favorável aos negócios, recebe de volta uma filha da cidade — e com ela, a promessa de colocar o nome de SJC no mapa doce do mundo.











